32 cancelamentos e uma conclusão.

Pior que os antis são os prós provocando os antis. Fato que, no final das contas, prova que os prós se preocupam tanto com os antis quanto estes  com aqueles. Não basta ganhar o que nunca haviam ganho. O título em si não se sustenta. É preciso atormentar os antis sem pararem pra pensar que a simples conquista por si só já pesa sobre os “inimigos” ombros como toneladas de frustração e inveja. Escreveu um amigo alvinegro que seu time venceu por ele e para eles sem se importar com quem torceu e torce contra. Pena não ser ele maioria no tal bando de loucos que se parece a cada dia com um bando de chatos eternos, mais preocupados em encher o saco de tudo e todos do que comemorar o título tão esperado. A simples coquista  já surtiria nos rivais uma raiva infinita. Isso me parece evidente. Mas não aos prós. Soltar rojões e entoar seus cantos não basta. É preciso enervar e jogar na cara de todos que eles são fiéis, são independentes de tudo e de todos e que o mundo inteiro pode estar contra que eles ainda são serão o que são. Falam como se precisassem provar essa condição a todos, sem saber que não há o que ser provado pois todo torcedor é assim. Todos, do XV de Jaú ao Barcelona.

No final, prós e antis são a mesma coisa, a mesma merda. Exatamente a mesma merda. A vitória sua ou a derrota alheia é apenas um pretexto para irritar o próximo – ao contrário do que dizem os prós, orgulhosos de sua suposta condição de estarem acima do bem e do mal. Há aí uma vantagem nos antis: ao menos esses assumem sua posição e não escondem seus ranços e recalques atrás da massa realmente fiel, merecedora de respeito.  Mas, como os torcedores fervorosos e leais, há também os bostas por todos os lados. Do XV de Jaú  ao Barcelona, passando pelo Corinthians.

É preciso entender que um time só é grande se tem adversários grandes. Vencer campeonatos contra o vento não faz de ninguém um gigante, mesmo que suas arquibancadas estejam lotadas. O time dos prós é grande pela história secular e não se fez assim por conta da última conquista. Os rivais têm também seus grandes momentos e não é a vitória adversária que lhes diminui. Ao contrário. Vencer um campeão da Libertadores tem mais propriedade que uma vitória sobre um simples campeão paulista. Mas isso parece não ser compreensível e essa incapacidade não me deixa triste ou frustrado, ao menos não mais. Aos quase 40 anos não sou um sujeito de grandes esperanças. Mas infelizmente as décadas de vida não me livraram da irritação que essa gentinha me inspira. Afinal, vivo no meio dessa merda toda. Sou um inveterado amante da bola e sei que assim é o futebol. Nem tudo no esporte bretão é bonito, aliás, como a vida.  Há os bons, os ruins e os que não fedem nem cheiram. Ainda creio que há mais gente que valha a pena por aí (eis aí uma fraqueza esperançosa em minha dura e calejada carcaça), vestindo as mais diversas camisas e a tudo observando das arquibancadas. O problema é que os imbecis fazem mais barulho como se o grito lhes desse alguma espécie de razão. No final das contas, a conquista histórica e inquestionável acaba dividindo espaço com as respostas que os prós acham ser seu dever esfregar na cara dos antis. E com isso, a conquista vai ficando em um segundo plano. E assim, os antis estão fazendo o que em campo nenhum adversário foi capaz de fazer contra o Corinthians na Libertadores da América: vencer.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s