Dos últimos dias.

O carnaval passou a corôa.
Começou com Buena Vista Social Club.
E veio Mothers of Invention, Magal, Simonal por Simonias, Velhas Virgens, ABBA e outros fragmentos de shows, espetáculos e performances, bizarros ou emocionates, engraçados ou nervosos, no palco ou nas ruas, nas esquinas ou nos viadutos.
E quando tudo termina no domingão, dá uma pontinha de tristeza que empurra o corpo cansado de volta a realidade do dia-a-dia desvairado dessa Paulicéia tão amada.

Rapaz, se você quer saber da verdade é que, pra mim, a Virada Cultural é a melhor festa do ano.

Irresistível.
Juro que não queria falar de futebol.
Juro.
Não criei este blog pra isso. Na verdade, isso aqui serve pra eu aliviar esse dia-a-dia de louco que concurseiro vive, fazendo algo que é uma das coisas que mais gosto de fazer: escrever.
Economizo em terapia enquanto aqui bato essas linhas.
Pois bem.
Mas o que aconteceu ontem no Morumbi, não pode passar em branco. Não vou escrever muito, juro. O caro leitor e a sábia leitora não precisará perder muito tempo lendo essas linhas tampouco precisará de muitos neurônios para entendê-las.
Na verdade, o que quero dizer é o seguinte: há muito tempo o sãopaulino não vivia uma noite como a de ontem. Não me lembro qual a última vez em que vi meu time jogar tão bem e vencer com tamanha propriedade.
Ontem, o tricolor passeou em campo.
E quando as arquibancadas do Monumental Cícero Pompeu de Toledo gritavam o nome de nosso maior herói, mestre Telê Santana, era como se todos ali relembrassem aqueles anos em que tudo ganhávamos com flagrante superioridade sobre os adversários. Era como se acordássemos Telê de seu sono eterno e o chamasse a ver o bom futebol que novamente rolava no Morumbi.
Ontem o São Paulo foi um time digno do São Paulo.
Ninguém queria ir embora das arquibancadas. Nem o frio, nem alguns pingos de chuva e nem mesmo o apito derradeiro do juiz era capaz de mover um tricolor de seu lugar no gigante de concreto do Morumbi.
Disse-me uma amiga tricolor, na metade do segundo tempo:
-Eu queria mais noventa minutos de jogo!
E era isso, exatamente isso. Ontem, o tricolor nos encheu de tamanha alegria e orgulho, que ninguém queria o fim do jogo.
Que fosse eterna aquela peleja!

Queimei minha língua cornetando alguns jogadores mas acertei em cheio quando há uma semana, botei meu turbante, enchi de anéis meus dedos, tirei a velha bola de cristal do fundo da gaveta e com o olhar da Mãe Diná, profetizei: Fernandão começa hoje a escrever uma história no São Paulo tão gloriosa quanto a do Raí.
E está dito.

Papo no msn, manhã seguinte a São Paulo 2X0 Cruzeiro.
Nonick: mano, vou mudar de país.
Alexei: aproveita e muda de continente pois esse já tem dono.
Nonick: VTC!

Nota de esclarecimento: Nonick é um curintiano que desde a eliminação da Libertadores vem mordendo uma chumbada atrás da outra.

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2 pensamentos sobre “Dos últimos dias.

  1. cara, confesse que vc faz bico de cartomante na Sé e se veste de baiana só pq acha um charme! raí e fernandão tem lá suas semelhanças mesmo … um usa tiarinha o outro calcinha…

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