Arquivo da categoria ‘Contabilidade e seus mistérios’

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Por que é que eu não posso dar dois?

22 março, 2007

Leonardo da Vinci era dono de um QI 180 (uns dizem 220, mas sejamos humildes). Não é à toa que o cara inventou o pé de pato, a bóia, o salva-vidas, o helicóptero, o canhão, a metralhadora, o paraquedas, a ponte suspensa, a asa delta, o submarino e mais um monte de máquinas repletas de engrenagens e manivelas e que não faço idéia de como funcionam e para que servem, mas que são muito legais pra ficar olhando. Isso sem contar que pintou a Mona Lisa, a Santa Ceia e desenhou o Homem Vitruviano.
Leonardo era dono de uma criatividade assustadora. Pra Freud, ele era mais uma bicha que via pênis em tudo que é canto. Eu sei lá, viu? Mas também, o que o nobre italiano fez com sua rosca genial é problema dele. O fato é que, ativo ou passivo, o maninho foi pintor, arquiteto, cientista, músico, engenheiro, estrategista militar, astrônomo, escultor e, segundo dizem lá na Toscana, prendia a atenção de toda a corte com suas histórias fabulosas.

Agora, contador o cara não foi. O que é perfeitamente compreensível.

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Balanço.

26 outubro, 2006

A mim não resta mais dúvidas: Deus é contador.

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El Cobrador.

25 outubro, 2006

Há pouco, na Mostra Internacional de Cinema, vi um desses filmes incríveis que só passam na Mostra, para seu público fantástico que parece ter saído de um romance de Garcia Marquez. Creio que era uma produção mexicana, espanhola, inglesa e algum outro país, não sei bem. O filme era todo recortado, misturando passado e presente com um bocado de porradaria e situações a mim inexplicáveis.

Senti-me saindo de uma aula de contabilidade.

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Realizável a longo prazo.

22 outubro, 2006

De um lado, um metalúrgico barbudo. Do outro, um médico careca.
Eu preferia uma mulher peituda.
E contadora.

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Conquistas.

20 outubro, 2006

Não foram poucas as vezes que tentei parar de fumar. Tudo bem, tudo bem, eu não parei definitivamente, mas fumo bem menos hoje do que há uns anos atrás. Na verdade, pra sempre é muito tempo pra se ficar sem fazer alguma coisa. Muito mesmo.
Eu sei o quanto é difícil parar de fumar, que desafio representa para uma pessoa largar o velho e fedido companheiro de todas as horas. Creio que quem consegue abandonar definitivamente o vício do tabaco, é capaz de ter qualquer coisa que desejar. Não há obstáculos intransponíveis para os ex-fumantes absolutos.
Na verdade, todas essas convicções se fizeram presentes em minha vida até eu descobrir a Contabilidade.

Hoje, parar de fumar tornou-se algo tão simples, que eu nem tento mais.

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Fluxo de caixa.

22 fevereiro, 2006

O professor Malucão enche a lousa de garranchos, números e setas para logo em seguida, apagar tudo.
-Posso apagar?
E lá vêm mais garranchos: Balanço Patrimonial, provisão para devedores duvidosos, lançamentos no Livro Razão e um outro índice de (in)solvência.
-Professor, dá licença?
A voz que interrompia suavemente a aula veio da porta. Ela tinha um tom forçosamente fino, um pouco estridente e bastante afeminado e saía dos lábios de um negro magrinho que trazia uma mão na cintura e a outra solta no ar, marcando cada uma de suas palavras com um suave gesticular. Mas eram seus óculos, típicos de quem não gosta da fruta (ou gosta, depende da anatomia da fruta) que eliminava qualquer dúvida que ainda pudesse existir.
O rapaz alegre dá um recado qualquer quanto às mensalidades a pagar e um novo curso sobre legislação que vai começar na semana que vem. Termina agradecendo ao professor e a classe pela atenção e sai pelo corredor a caminho de outra sala de aula, mal contendo o rebolar em sua calça totalmente desfiada. Um autêntico Passivo Circulante.

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