
O orgulho da Branca de Neve.
29 junho, 2009Rapaz, o Dunga é que estava certo.
Né?
Taqueopá, bicho, ontem foi demais. Há muito, como disse a namorada de um velho amigo, não ouvia a cidade comemorar gols da seleção brasileira com tanta vontade.
Quem diria, né?
Ele peitou todo um país, o país do futebol, enfrentando todo tipo de crítica procedente ou não: foi um jogador limitado, é inexperiente como técnico, é feio paca, não sabe nada de esquema tático, tem essas orelhas de duende e ainda por cima se veste mal. Que camisa é essa, bicho?
Foi a filha dele que desenhou?
Ô loco, bicho! Tira a tesoura da mão dessa menina e paga um curso de Administração de Empresas na GV pra ela.
O Dunga venceu de novo.
Como em 1994, depois de ser achincalhado pela Copa de 90, o cara venceu.
Que que eu vou falar?
O que que você vai falar?
Pior: o que é que os cronistas e entendidos da bola, doutores de mesas redondas e Phds em análises táticas vão dizer?
Eu vou agradecer.
Valeu Dunga.
Um a um você estirpou todos os tumores malignos de 2006, que tantas náuseas nos causaram. Disse todos pois estou empolgado. Há ainda o chato do Robinho, mas convenhamos: um palhacinho só não faz o verão dos sem-vergonhas. Mas é bom que você pedale, pequenino Robson, pois pra te agüentar, só pedalando.
Valeu Dunga.
Você me deu um baita cala boca, trazendo-me de volta essa camisa amarela que tanto me faz bem.
-Toma seu corneteiro. Pode voltar a usar que eu garanto.
Valeu Dunga.
É bom voltar a vesti-la.
Mas não se empolga muito não pois amanhã, meu caro amigo, vai ser outro dia.
Muito bom! Falou e disse.
Foi ótimo ter ganho a competição e com uma torcida emocionante, como foi essa.
Amanhã terá, mesmo, que ser outro dia… Então, que possamos ter nele, ou para ele, o otimismo de Chico.
Por favor “anãozinho caçulinha”, não me deixe triste, ok ?